Neste mês de julho, o Santo Padre, Papa Leão XIV, dedica as orações para o respeito e a proteção da vida em todas as fases, desde a concepção até o fim natural. O Pontífice convida toda Igreja a rezar para que cada pessoa, principalmente os mais vulneráveis, sejam acolhidos, protegidos e respeitados.
Em uma época marcada por guerras, pelo aumento nos casos de abusos contra idosos e pelo crescente índice de abortos induzidos, o Santo Padre recorda que “cada pessoa é um dom sagrado que reflete o rosto de Deus”. Em referência a intenção de oração deste mês, o reitor do Seminário Interdiocesano Dom Edilberto Dinkelborg, padre Igor Torres, reitera que cada vida humana, por ser fruto do amor de Deus, deve ser reconhecida como dom sagrado.
“Para nós, cristãos, falar da defesa da vida é um ato de fé, a dignidade e o valor de cada ser humano são um artigo da nossa fé. Assim, como nós dizemos que acreditamos em Deus, acreditamos também que cada vida humana é fruto do amor Dele, e, por isso, não pode ser descartada ou sofrer nenhum tipo de agressão”, ressalta o sacerdote.
Promover a dignidade do início ao fim da vida
O Santo Padre, Papa Leão XIV, destaca não apenas o dever de promover a dignidade da vida por nascer, mas também de proteger as que prosseguem após o nascimento. O Pontífice suplica por sabedoria para “acolher a vida sem condições, a cuidar a fragilidade com ternura, a acompanhar cada etapa com respeito e a defender com coragem quem não tem voz”.

Para o padre Igor Torres, esse diálogo tem início com a exortação apostólica Gaudete et Exsultate, na qual o Papa Francisco “nos chamava a atenção para o fato de que alguns cristãos se preocupam muito com o início da vida, e isso é justo – fazem fortes campanhas contra o aborto – mas se esquecem de que a vida continua depois do nascimento”, pontua. O sacerdote externa que é preciso pensar nas crianças e idosos abandonados, nos jovens e adultos sem condições dignas de trabalho, moradia e alimentação.
Transformar a Igreja em uma “casa aberta”
Ao refletir sobre missão da Igreja frente aos ecos dos desafios contemporâneos, o Santo Padre expressa o desejo de que a comunidade cristã seja uma “casa aberta”, na qual não prevaleça a cultura do descarte.
“O trabalho da Igreja não é desistir das pessoas, pelo contrário: é ajudá-las, conscientizando-as da sua dignidade e, a partir disso, semear nas consciências a dignidade que há em todos. Ninguém deixa de ser digno por causa de um aborto, por exemplo. Então, a Igreja também tem a missão de acolher estas famílias, mesmo nas situações em que houve a falência do projeto da vida”, detalha padre Igor Torres.
O Pontífice, ao finalizar a intenção de oração, pede que tenhamos a graça de “um coração novo, capaz de escolher sempre a vida e mãos generosas que a protejam com gestos concretos”. Para padre Igor Torres, o Papa Leão XIV nos convida a olhar ao redor com olhos novos e a agir diante das realidades de sofrimento.
“Todos nós conhecemos crianças, jovens, pessoas adultas, idosos que passam por dificuldades materiais, espirituais ou sociais. O Papa, na verdade, nos convida a nos debruçar sobre esses casos. Vamos, por primeiro, rezar para criar um coração sensível, mas, depois, transformar essa oração em uma atividade que chegue até os que precisam.”, finaliza o sacerdote.