Neste domingo (28), a Igreja celebra a Solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, seguidores de Cristo e pilares do Cristianismo. Conhecidos por suas distintas trajetórias de fé, os santos enfrentaram períodos de perseguição aos cristãos e, hoje, são exemplos na caminhada missionária e na consolidação do catolicismo.
O pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo, padre José de Pinho, ao comentar sobre a trajetória de Pedro e Paulo, destaca que desde a liturgia antiga ambos já eram venerados pela Igreja.
“Na liturgia antiga, antes da reforma, eles eram celebrados em dias alternados. O missal, no prefácio, nos diz: ‘Pedro fundou a igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, elevou o evangelho da salvação’. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo, que é a Igreja, e recebem hoje por toda a terra igual veneração”, explica.
Conhecidos como Apóstolos de Cristo, ambos trilharam vidas missionárias distintas: Pedro participa de um grupo seleto, que conviveu intimamente com Jesus; enquanto Paulo, não conheceu Jesus, mas foi escolhido para anunciar às nações. Padre José de Pinho menciona que “Pedro nos lembra a instituição, Paulo nos lembra a evangelização, e uma está em função da outra”, ressalta.
Fidelidade ao chamado de Jesus
Os santos também são recordados por episódios marcantes na trajetória de fé: a negação de Pedro e a perseguição de Paulo. Para padre José de Pinho, ambos ensinam que a fragilidade da natureza humana não é impedimento para a proximidade com Cristo.
“Ao mesmo tempo que Pedro nega e é covarde, é também o homem sincero, que afirma de maneira tríplice o amor indagado pelo próprio Jesus. ‘Pedro, tu me amas? Sim, Senhor, eu te amo’. Diferentemente, Paulo é escolhido no meio do povo. Desde aquela estrada para Damasco: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. E ali que ele toma consciência da missão para a qual Nosso Senhor o chama”, detalha.
Com destaque para a vida de Paulo, o sacerdote menciona o chamado e o processo de conversão, quando, ainda Saulo, encontrou-se verdadeiramente com Jesus. “Paulo não se converteu e olhou para trás. Uma vez com os olhos fixos em Cristo, ele sempre manteve esses olhos em Cristo. Então, isso é um voto de completo despojamento. E o processo de conversão o convidou a fundar comunidades a evangelizar”, pontua.
São Pedro e São Paulo foram martirizados em Roma, em uma época marcada pela perseguição aos cristãos. Apesar das ameaças e torturas, ambos apóstolos se comprometeram ao chamado de Deus e não abdicaram da própria fé.
“A tradição nos diz que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, pois não se achou digno de morrer como Cristo. Por outro lado, São Paulo, tendo cidadania romana, não poderia morrer crucificado, portanto, foi decapitado. Então, é justamente nessa fé e verdadeira entrega que encontramos a força que os apóstolos encontraram”, finaliza padre José de Pinho.
Em Tuas Mãos
Neste domingo (28), você acompanha uma entrevista especial sobre a Solenidade de São Pedro e São Paulo em nosso programa, a partir das 7h, na TV Meio Norte, canal 7.1.
Logo após a exibição, o programa estará disponível na íntegra no canal da Arquidiocese de Teresina no YouTube: