A Assembleia Legislativa do Piauí realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma sessão solene em homenagem aos 70 anos da Ação Social Arquidiocesana (ASA). A iniciativa proposta pelo deputado estadual Wilson Brandão, reuniu autoridades civis e religiosas, colaboradores, parceiros e representantes da sociedade para celebrar a trajetória da instituição e sua contribuição para a promoção da cidadania, da dignidade humana e da inclusão social.
Fundada em 13 de junho de 1956 por Dom Avelar Brandão Vilela, a ASA atua hoje nas áreas da assistência social e da saúde. Atualmente, a instituição mantém oito serviços: Lar de Misericórdia, Lar de Santana, Centro Maria Imaculada, Programa Jovem Aprendiz, Casa de Zabelê, Integrar, Novos Meninos e Levanta-te, Vem para o Meio.

Para o diretor executivo da ASA, padre Tony Batista, o atendimento dedicado às pessoas em situação de vulnerabilidade é o maior legado da instituição ao longo dessas sete décadas.
“Nós temos 70 anos de vidas colocadas a serviço de tantas outras vidas. Então, esta é a nossa gratidão, esta é a nossa realização: nunca termos saído da bússola e do caminho. A ASA quer servir sobretudo àqueles que não têm oportunidade, que são impedidos de participar do progresso da sociedade”, destaca padre Tony.
Durante a solenidade, o deputado estadual Wilson Brandão ressaltou o impacto da instituição para a população piauiense e destacou a contribuição de todos que ajudaram a construir essa história essa história.
“A Assembleia Legislativa tem o dever de reconhecer o trabalho das instituições que fazem o bem para nossa sociedade. Ao celebrar os 70 anos da ASA, fundada pelas mãos e pela visão de Dom Avelar Brandão Vilela, é muito justo prestar esta homenagem não apenas à instituição, mas também a todos aqueles que construíram essa história”, afirmou o parlamentar.

Ao completar 70 anos de atuação, a ASA reafirma sua missão de promover acolhimento, solidariedade e esperança. Para a secretária executiva da instituição, Carla Simone Miranda, o compromisso com os mais frágeis e a luta contra as injustiças expressam, na prática, o anúncio profético do Evangelho.
“A ASA começa no seu estatuto, quando Dom Avelar chega aqui, em 1956, e se depara com a realidade de pessoas vindas do interior em busca de trabalho, de pessoas doentes e analfabetas. Diante dessa realidade, ele decide abrir centros sociais. Ao longo desses anos, quando ouvimos o grito das pessoas necessitadas, discriminadas e injustiçadas, procuramos chegar onde o poder público ainda não consegue chegar”, explica.
Ao longo de sua trajetória, a entidade acolhe e acompanha idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, pessoas acometidas pela hanseníase e pacientes em tratamento contra o câncer. Somente em 2025, a instituição contabilizou mais de 29 mil atendimentos e beneficiários, reafirmando seu compromisso com a dignidade humana e a inclusão social em todo o estado.

A jovem Elloyse Karoline, assistida pelo Centro de Convivência Novos Menin@s, destaca que foi por meio da ASA que conheceu os serviços oferecidos pela instituição e passou a construir novos vínculos. “Através do Centro de Convivência, eu compreendi a importância de criar novos laços e amizades, tive contato com temas sociais e adquiri mais responsabilidade”, afirma.
Para Marinalda Saraiva, assistida pelo Centro Maria Imaculada, que atende gratuitamente pessoas acometidas pela hanseníase, a ASA proporciona um espaço de acolhimento, cuidado e humanização durante o tratamento. “Nós, como pacientes, só temos a agradecer ao padre Tony Batista pela disponibilidade e amor. Estamos todos muito felizes por celebrar esses 70 anos”, finaliza.
Fotos: Renato Bezerra















