Instituído pelo Papa Francisco, o Ministério reconhece o serviço do catequista como vocação dos leigos
A Arquidiocese de Teresina convida toda a comunidade de fé para participar das Celebrações do Ministério de Catequista, que acontecerão nos dias 31 de maio, às 17h, na Catedral Nossa Senhora das Dores, e 07 de junho, às 9h, no Santuário Santa Cruz dos Milagres. Instituído durante o pontificado do Papa Francisco, o Ministério do Catequista reconhece a missão dos leigos e leigas que dedicam a vida para a evangelização.
Ao todo, cerca de 250 leigos que já atuam na catequese receberão o Ministério de Catequista. Eles desempenham um papel importante na transmissão da fé, proporcionando experiências e testemunhos cristãos às comunidades. A instituição deste Ministério busca renovar e fortalecer a vocação desses leigos, que, a partir do chamado batismal, assumem a missão de servir de forma efetiva à Igreja e à sociedade.
Instituição do Ministério do Catequista
Instituído em 2021 pelo Papa Francisco, o motu proprio de nome Antiquum Ministerium destaca a dedicação dos leigos que formam e cuidam da evangelização dentro das comunidades de fé. O pontífice abre o documento afirmando: “Ministério antigo é o de catequista na Igreja” (n.1), e, assim, propôs a iniciativa de criar o Ministério do Catequista.
O assessor eclesiástico da Comissão Bíblico-Catequética, padre Klebert Viana, explica que o documento Antiquum Ministerium resgata a missão do catequista desde o início da Igreja. “O Papa Francisco quis que esse ministério, por isso o nome Ministério Antigo, fosse mais valorizado por toda a Igreja. Não só porque é um momento de transmissão de conteúdos, mas a nossa catequese é uma experiência de fé, uma experiência que se dá na comunidade e, é claro, todas as dioceses estão se organizando para que, tão logo possível, tenham os seus catequistas recebido esse ministério”, pontua o assessor.

Em sintonia com o Concílio Vaticano II, que propôs a abertura da Igreja para as demandas do mundo moderno e a maior valorização dos leigos na missão pastoral, esse motu proprio enfatiza que o serviço do catequista não se reduz aos encontros formativos, mas evoca o reconhecimento da vocação de evangelizador e o desejo verdadeiro de assumir essa missão.
“É necessário, primeiro, a correspondência em relação àquilo que lhe foi conferido, no caso o ministério, que o catequista corresponda com as suas capacidades humanas e espirituais àquilo que ele recebeu da Igreja. Depois, que seja um sinal e um promotor da unidade dentro da comunidade, porque a gente precisa, sim, falar essa língua não uniforme, mas a partir da unidade, a partir da palavra de Deus, da celebração eucarística. E ainda, nós esperamos que o catequista seja sal e luz na comunidade”, explica padre Klebert.
O Ministério na prática
Inspirados no motu próprio Antiquum Ministerium, a Comissão Arquidiocesana de Catequese realizou, no início deste ano, a Assembleia de Catequistas, com o tema: “Introdutores da Fé: Construindo Comunidades Missionárias”. O assessor eclesiástico pontua que o encontro se propôs a despertar e discernir sobre o papel dos introdutores nas comunidades.
“O tema que trabalhamos foi justamente sobre aqueles que tem a responsabilidade de, ao encontrar as pessoas, ao reconhecê-las no processo da Iniciação à Vida Cristã, se responsabilizem por ajudá-las a crescer na fé. Porque no sentido da formação dos encontros, nós temos os catequistas, mas não basta. Estamos vendo a necessidade de termos alguém que possa acompanhar, que possa tirar as dúvidas e incentivar aqueles que participam da catequese, por isso os introdutores”, destaca.
Padre Klebert explica que, em correspondência ao documento, os catequistas instituídos ao ministério devem corresponder a critérios e seguir o itinerário proposto.
“O primeiro critério é que o catequista seja escolhido da comunidade eclesial, que seja alguém que vive o dia a dia da comunidade. Depois, que a pessoa tenha no mínimo 20 anos de idade e 5 anos de atuação na própria catequese, ou seja, se requer alguma experiência de vida e de participação na catequese. Depois, participar da formação básica. Aqui na Arquidiocese de Teresina, por exemplo, nós temos dois polos funcionando: aqui em Teresina temos um, e nas cidades de Valença, Água Branca e Santa Cruz dos Milagres, um outro polo. Então, essa formação básica a Diocese está oferecendo”, explica.
A instituição do Ministério do Catequista, bem como as formações ofertadas pelas Dioceses, reconhece o ser catequista como uma vocação que é testemunho permanente de amor e que não se esgota no serviço comunitário.