Revelações de Jesus à Santa Faustina convidam os fiéis a experimentar o perdão de Deus.
A Igreja em todo o mundo celebra, neste domingo (12), a Festa da Divina Misericórdia, que manifesta a profundidade do amor de Jesus pela humanidade. Celebrada no segundo Domingo da Páscoa, a liturgia apresenta o relato de São João, no qual o Cristo ressuscitado aparece aos discípulos e institui o sacramento da Reconciliação.
Instituída por São João Paulo II no ano 2000, a celebração do Domingo da Misericórdia é um dom oferecido à Igreja por meio das revelações de Santa Faustina Kowalska. Um dos episódios mais conhecidos de sua vida relata o pedido do próprio Jesus para que fosse pintada uma imagem Sua, da qual emanam raios de luz branca e vermelha, simbolizando o Seu amor misericordioso.
De acordo com o Padre Rivaldo Muniz, a determinação da Festa da Misericórdia foi um desejo do próprio Cristo expresso através de Santa Faustina. “Jesus sempre tem essa vontade de manifestar cada vez mais o seu amor para conosco. Ele pediu à Santa Faustina que pudesse colocar para a Igreja essa festa, que acontece no segundo Domingo da Páscoa, exatamente onde a misericórdia de Deus se manifesta mais plenamente”, afirma o pároco da Paróquia São Francisco de Assis, no Cidade Nova.
São João Paulo II (Karol Wojtyła) e Santa Faustina eram poloneses, e, por alguns anos, ele esteve como arcebispo de Varsóvia, período este que tomou conhecimento das revelações que ela recebia de Jesus. Padre Rivaldo relembra que o processo de canonização de Santa Faustina foi conduzido por São João Paulo II.
“Quando eleito Papa, ele levou adiante o processo tanto de beatificação como de canonização, no dia 30 de abril de 2000, e nesse dia também ele instituiu esta Festa da Misericórdia à Igreja inteira. Nessa época, já se celebrava na Polônia, mas, como Jesus tinha prometido à Santa Faustina, isso foi se difundido pelo mundo inteiro, ao ponto de Jesus escolher Karol Wojtyła, que é do país dela, como Papa, e utilizá-lo para determinar esta Festa”, explica o sacerdote.
Conforme padre Rivaldo, a escolha do segundo Domingo da Páscoa é um convite a experimentar a vida que vence o pecado e à confiança na misericórdia infinita de Jesus. “Nós pecamos, merecíamos a condenação eterna, mas Ele disse que ‘Deus amou de tal forma o mundo, que deu o seu Filho, para que todo que nele creia, não pereça, mas tenha a vida eterna’. Ele também quer que todos nós participemos da vida nova que Ele nos traz na Ressurreição. E a Páscoa é Deus confirmando que Jesus é o seu Filho amado, que Jesus é essa expressão concreta da sua misericórdia para conosco”, expressa.
Reconciliação: manifestação do amor de Deus
A liturgia proclamada no segundo Domingo da Páscoa apresenta-nos Jesus ressuscitado diante dos discípulos e a instituição da Reconciliação. Neste dia, a Misericórdia Divina é apresentada como a maior manifestação do infinito amor de Deus, que oferece o perdão gratuito por meio do sacramento.
“É preciso experimentar a própria misericórdia de Deus, que para nós está sendo manifestada através deste sacramento. Procurar, primeiramente, se arrepender dos seus pecados, se confessar, comungar. Ser também apóstolo no sentido de difundir esta espiritualidade, não só com palavras, mas principalmente com atitudes. Era o que Jesus pedia a Santa Faustina, não é só falar da misericórdia, mas ser instrumento dessa misericórdia, é como Jesus diz: ‘Sejam misericordiosos como o Pai é misericordioso”, finaliza o sacerdote.