Nos dias 30 e 31 de outubro a Arquidiocese de Teresina realizou a XVIII Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, no Espaço Cultural e Esportivo Irmã Franco. Com o tema: “Conversão e missão à luz das Diretrizes” e lema: “Armou sua tenda entre nós!” (Jo 1,14), a Assembleia reuniu mais de 300 lideranças, entre padres, diáconos, religiosos e leigos representantes das unidades pastorais, em dois dias de aprofundamento das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
Aprovadas na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril deste ano, as novas diretrizes direcionam as ações pastorais para os próximos seis anos (2026 – 2032). A programação da XVIII Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, além de acolher e promover a convivência entre 13 as foranias da Arquidiocese de Teresina, aprofundou o novo documento das DGAE com a assessoria do padre Jean Poul Hansen, secretário executivo do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Padre Jean Poul conduziu quatro conferências temáticas acerca das propostas das diretrizes: “DGAE: o que são?”; “DGAE 2026-2032: uma visão geral”; “Os 5 caminhos da missão”; “Os 3 compromissos sinodais”. Durante os estudos, enfatizou o papel das comunidades missionárias e da Palavra de Deus como primaz no processo de Iniciação à Vida Cristã.
“As diretrizes gerais são grandes indicações e cabe, então, desde a promulgação, a criação de um plano pastoral dentro dessas grandes margens. Normalmente, as diretrizes influenciam no plano arquidiocesano de pastoral, então, toda a Igreja no Brasil deve caminhar dentro destes cinco caminhos da missão. Não são restrições, são grandes intuições que garantem a unidade pastoral da Igreja no Brasil”, explicou padre Jean Poul.
Para o arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Juarez Marques, a assembleia foi também um momento para celebrar as novas DGAE e a efetivação do Plano Arquidiocesano de Pastoral.
“É importante celebrarmos a aprovação das novas diretrizes, que vêm para nos ajudar a implementar o nosso plano de pastoral. É preciso agora dar os passos seguintes: firmar nossos propósitos da Iniciação à Vida Cristã, fortalecer os nossos conselhos e a setorização em nossas paróquias, para que a evangelização chegue a todos”, externou Dom Juarez.
Alargar a tenda: comunidades missionárias, sinodalidade e sinais de esperança
Proposta pela Comissão Arquidiocesana de Pastoral, à luz da imagem simbólica da tenda, a organização propôs o discernimento e a reflexão de caminhos para uma Igreja como espaço de encontro com Cristo. O coordenador da Comissão de Pastoral e IVC, padre Edvaldo Barbosa, ressaltou o espírito de sinodalidade durante a preparação da Assembleia.
“Propomos essa dinâmica do acolhimento, de que as pessoas viessem e se sentissem como em uma tenda, como se estivessem em casa. Então, esse foi o nosso principal objetivo: fazer com que, à luz das diretrizes, a Assembleia pudesse refletir a Igreja de Teresina como uma tenda acolhedora, onde haja espaço para todos”, explicou padre Edvaldo.
Para os participantes, a XVIII Assembleia Arquidiocesana de Pastoral foi um momento de acolhimento, escuta, diálogo e, sobretudo, de esperança. “É um momento de sinodalidade entre as várias expressões que compõem o Reino de Deus. Estar juntamente com o arcebispo e as várias instâncias da Arquidiocese de Teresina é para nós um sinal de esperança, de avaliação e de planejamento. A assembleia tem esse intuito não só de nos reunir, mas de nos fazer caminhar para fazer acontecer o Reino de Deus”, destacou padre Adão Cruz, vigário forâneo da forania Norte II.
Entre os participantes, o seminarista do quarto ano de Teologia, Samuel Matos, ressaltou que “para mim e para os meus irmãos do Seminário essa Assembleia vai ajudar na nossa formação por nos proporcionar formas de evangelizar e de sermos evangelizados. A minha expectativa agora é levar a Palavra de Deus com mais coerência, com mais espaço para todos”, externou.
Maria da Cruz Tavares, secretária da Diaconia Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, da forania Rural III, no município de Miguel Alves (PI), relatou a relevância do evento. “O que aprendemos nesses dois dias só vai acrescentar na nossa missão e na nossa diaconia. A minha avaliação é positiva, pois foram momentos muito grandiosos e de grandes aprendizados”, afirmou.
A assembleia também contou com a participação de religiosos e representantes da vida consagrada. Irmã Ana Alencar, INJ, do Instituto Nova Jerusalém, pontuou que “a avaliação que a gente faz é essa caminhada em modo sinodal e, a partir das novas diretrizes, levar essa nova perspectiva de evangelização àquelas pessoas que mais precisam”, destacou.
Para Maria do Carmo Rodrigues, da Paróquia São Francisco de Assis, da forania Sul I, as conferências temáticas sobre os caminhos de missão propostos pelas novas diretrizes convidam as comunidades a caminhar juntas na construção do Reino de Deus. “A Assembleia foi muito esclarecedora. Os caminhos explicados pelo padre Jean nos ensinam a ser comunidade que existe para servir, que precisamos ser formados e que temos que agir. Não podemos ser uma coisa parada, nem individual, temos que ser para os outros”, concluiu Maria do Carmo Rodrigues.



































