Na última terça-feira (28), representantes da Pastoral Carcerária e da Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Teresina reuniram-se com a Promotoria de Justiça de Execução Penal no Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). Fruto da missão dos agentes pastorais, a reunião fortalece o diálogo entre a Igreja e o Ministério Público na defesa da dignidade humana e na garantia dos direitos das pessoas privadas de liberdade.
A reunião contou com a presença da promotora de justiça de Execução Penal, Liana Lages, membros da Comissão Arquidiocesana de Direitos Humanos, Carlos Wagner e Denise Aguiar, e agentes da Pastoral Carcerária, diácono Jailton Chaves, Mirtes e Denise. Conforme o coordenador da pastoral, diácono Jailton Chaves, o diálogo e a parceria com o Ministério Público se propõem a “levar não as reivindicações, porque não são reivindicações, na verdade são os clamores dos que estão privados de liberdade para que sejam tomadas as providências necessárias”, explica o coordenador.
Dentre as pautas levadas pela Pastoral Carcerária e pela Comissão de Direitos Humanos estão: superlotação das unidades prisionais, fornecimento de material de higiene pessoal e assistência médica, com ênfase na realização de exames, cirurgias e fornecimento de medicamentos.
“A proposta é que se tomasse conhecimento para que o Ministério Público pudesse atuar naquilo que for competência dele. Também dialogamos sobre a redução da burocracia para o acesso da Igreja Católica às unidades prisionais, uma maior presença da Defensoria Pública nos presídios e a saúde das mulheres detentas”, detalha diácono Jailton Chaves.
Em mais um passo na defesa da dignidade humana e da igualdade de direitos, a Pastoral Carcerária firma-se como um sinal concreto do amor de Deus por todos.