Em um esforço para discutir os desafios enfrentados pelos povos indígenas e comunidades tradicionais no Piauí, no dia 09 de novembro será realizado o I Seminário sobre Doutrina Social da Igreja, Povos Originários e Comunidades Tradicionais. O evento, organizado pela Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese de Teresina, em parceria com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e outras instituições, vai acontecer no Auditório Paulo VI com o objetivo de promover um debate profundo sobre os direitos humanos dessas comunidades e propor soluções para as violações que enfrentam.
O evento é aberto ao público, com inscrições gratuitas realizadas no dia do seminário, com programação dividida nos turnos manhã e tarde. A abertura oficial será realizada pelo vigário episcopal para Ação Sociotransformadora, Padre Tony Batista às 08h, seguida de uma mensagem do arcebispo Dom Juarez Marques aos participantes. Durante o evento, serão realizadas palestras de especialistas, como o Padre Hélio Garcia, que abordará a Doutrina Social da Igreja em relação aos povos originários, e a Professora Carmen Lúcia, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que tratará dos impactos do agronegócio nos territórios tradicionais.
Além disso, a defensora pública estadual Karla Andrade discutirá o Protocolo de Consulta estabelecido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, que garante a participação desses povos na formulação de políticas públicas que os afetam. Outro tema de destaque será o “Marco Temporal e os Povos Originários”, a ser abordado pela advogada Carolina Dias Hilgert, do CIMI.
De acordo com o presidente da Comissão Arquidiocesana de Direitos Humanos, Dr. Carlos Wagner Araújo Nery da Cruz, um dos pontos centrais do Seminário será a escuta dos povos originários e comunidades tradicionais presentes através de seus representantes, que terão a oportunidade de entregar documentos reivindicatórios às autoridades presentes, dando voz às suas demandas e fortalecendo sua participação na construção de políticas públicas.
“Isso permite o fortalecimento na construção de políticas públicas que realmente atendam e representem esses grupos, que muitas vezes são ignorados ou marginalizados. Esse Seminário surge para garantir que eles sejam ouvidos e considerados nas decisões que impactam as suas vidas e de seus territórios”, explicou.
Entre os participantes são esperados membros da sociedade civil, autoridades, estudantes, agentes pastorais e representantes das comunidades indígenas e tradicionais, que juntos buscarão construir mecanismos de proteção e respeito aos direitos humanos desses grupos.