Frente aos atuais conflitos, Pontífice reconhece os esportistas como instrumentos e construtores da paz
Neste mês de estreia da Copa do Mundo, o Papa Leão XIV, dedica a intenção de oração aos valores do esporte. O Pontífice convida todo mundo inteiro a se unir em uma corrente de oração a fim de que, em meio às polarizações e aos conflitos, o esporte seja instrumento de paz, escola de fraternidade e espaço de encontro.
Com estreia em no dia 11 de junho, a Copa do Mundo é um dos maiores eventos esportivos e converte-se em um importante instrumento de encontro entre as nações. O padre Airton de Maria, ao referir-se à intenção de oração do Santo Padre, destaca que o esporte é promotor da fraternidade.
“Nós sabemos que há a proximidade nas seleções. Os jogadores passam um bom tempo juntos, inclusive, se afastam das famílias e constroem, no futebol, uma comunidade. E ali, depois dos jogos, percebemos uma relação de amizade. Muitos jogadores, falam que, depois de fazerem a experiência na seleção, se tornam próximos uns dos outros”, explica o administrador paroquial da Área Pastoral Nossa Senhora da Conceição, em Prata do Piauí.
Espaço para a proximidade com o outro e com Deus
De acordo com o pontífice, os esportistas são chamados a “competir sem odiar, ganhar sem humilhar, perder sem se perder”, sendo, assim, instrumentos de paz.
“Durante a Copa, todo mundo joga junto, a competição é sadia, e é um convite universal à paz. Saber que o outro é meu adversário, mas só naquele momento e não para sempre. É interessante pensar que nossa vida é como no jogo: é preciso compreender que o outro não é um empecilho para que eu possa crescer”, pontua padre Airton.

Em tempos marcados pelas polarizações e por conflitos, em que o individualismo exagerado nos propõe a negligenciar o bem comum, o esporte nos ensina o valor da colaboração. Conforme o Papa Leão XIV, “o esporte pode e deve converter-se verdadeiramente num espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”.
Para o padre Airton de Maria, o esporte também é um convite à proximidade com Deus e percebe que, durante as competições da Copa do Mundo, muitos jogadores expressam a conexão com o sagrado.
“Ali é um momento muito tenso. Imagine você vestir a camisa do seu país, onde milhões estão torcendo. Existe uma responsabilidade: será se vou perder o gol? Será se vou ver expulso? Então, eu penso que essa tensão faz você se aproximar do sagrado. É interessante quando eles fazem um gol e apontam para o céu. Isso é uma ligação com Deus”, explica.
Neste ano, para Igreja, a Copa do Mundo revela-se também como uma ponte para o diálogo e reconhece os jogadores como construtores da paz. Para o padre Airton, “é o momento de juntar todas as nações. Esse evento mobiliza todo o planeta, seja na África, no Brasil ou lá na China. Mas, o mais importante é que todos sejam vitoriosos na pessoa de Cristo, é Ele que nos une verdadeiramente”, finaliza.
Imagens do Vaticano News