Na última quinta-feira (07), a Paróquia Nossa Senhora do Amparo lançou a campanha “Memória do Amparo: a história que eu também vou contar”. A iniciativa visa mobilizar a comunidade teresinense para a arrecadação de recursos para a conclusão da restauração, adequação litúrgica e a reforma da Igreja Matriz e Primaz da capital.
A nova etapa na preservação e valorização da Igreja Nossa Senhora do Amparo marca um momento histórico na caminhada ao bicentenário (1827 – 2027). O lançamento contou com a presença de fiéis, de autoridades, de membros da comunidade e da imprensa. O arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Juarez Marques, foi o primeiro doador e destaca o significado da campanha como gesto de amor a Nossa Senhora.
“A campanha “Memória do Amparo” é um convite a um gesto singelo e muito significativo à comunhão. Este gesto vale muito porque tem o sentido de restauração, de reforma, de embelezamento, adaptação da nossa belíssima igreja Nossa Senhora do Amparo, que, aqui em Teresina, é o cartão-postal, faz parte da nossa memória afetiva. Por isso, nós queremos convidar você a participar desse gesto simples, mas muito significativo, fazendo a sua doação. Todos nós teresinenses somos filhos e pertencemos a Nossa Senhora do Amparo” explica.

A iniciativa reúne fé, memória e compromisso com a preservação de um dos maiores patrimônios históricos da capital piauiense. O pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo e coordenador da Campanha do Bicentenário, padre José de Pinho, explica que o objetivo é concluir a reforma e restauração até 2027, ano do bicentenário da Igreja.
“A campanha lançada pelo senhor arcebispo propõe ao teresinense a doação espontânea e livre de um real para que nós nos sintamos pedras vivas daquele templo tão majestoso que é um sinal da presença de Deus. É um trabalho meticuloso e tem exigido muito de nós. Eu quis fazer um trabalho diferente, até mesmo porque a Igreja do Amparo precisava, dado ao tempo que foi construída, as alterações que foram feitas, e para que nós adquiríssemos todo o elemento original e acrescentássemos aquilo que nos era permitido para responder aos anseios de hoje, que ela passasse também por uma adequação litúrgica”, pontua o pároco.

Para o coordenador de finanças da campanha, Saulo Soares, a iniciativa de restauração e reforma da Igreja Matriz resgata a identidade cultural da cidade, que se perdeu com o avançar da modernidade.
“A Paróquia Nossa Senhora do Amparo representa a cidade, o marco zero de Teresina está lá, e a devoção a Nossa Senhora se deu antes mesmo da fundação da cidade. Então, é uma ligação intrínseca entre a Paróquia Nossa Senhora do Amparo e a cidade de Teresina. São várias pessoas, várias gerações que passaram por lá e a gente tem uma responsabilidade de restaurar a igreja para que as novas gerações também tenham a graça de frequentá-la”, enfatiza Saulo.
Autoridades do Governo do Estado estiveram presentes no lançamento da campanha e destacaram a importância de zelar pelos patrimônios históricos da capital. “A gente sabe da importância dos nossos patrimônios históricos, principalmente quando estão localizados no centro das capitais, que a gente vem abraçando com essa revitalização por meio da Secretaria de Cultura. Então, a gente está muito feliz e vamos, sim, continuar ajudando a igreja, principalmente porque os 200 anos estão chegando, para que as gerações futuras possam desfrutar desses patrimônios e de toda a história que eles têm com o nosso estado do Piauí”, afirma o secretário estadual de Cultura, Rodrigo Amorim.
A secretária estadual das Relações Sociais, Núbia Lopes, pontua o compromisso com a campanha “Memória do Amparo”, cuja missão é preservar a história e a cultura teresinenses. “Acreditamos que com uma comunidade reunida de forma coletiva e solidária, junto com o Governo do Estado, abraçando essa campanha tão bonita pra poder resgatar essa história, essa memória que vai pra além de um prédio, mas acima de tudo a memória da vida das pessoas”, destaca a secretária.

A campanha também mobiliza as outras paróquias e comunidades do centro de Teresina, como as paróquias São Benedito e Nossa Senhora das Dores, que lidam com o esvaziamento da região.
“A campanha chama a todos os teresinenses a rememorar, conhecer a história e, ao mesmo tempo, esse vínculo que todos têm pela vida sacramental. Muitos que foram batizados, fizeram a primeira comunhão, receberam o sacramento da crisma. Então, além de um resgate histórico, é um chamado ao compromisso de nos sentir também pertencentes a essa igreja. É algo que para nós é motivo de unidade e de participação mútua em tudo isso que a Paróquia do Amparo se prepara para viver nos seus 200 anos de existência”, destaca o Frei Renê Tomaz, pároco da Paróquia São Benedito.
O historiador e paroquiano da Paróquia Nossa Senhora do Amparo, professor Fonseca Neto, relembra a importância da Igreja para a criação e unificação da capital piauiense.
“Nesta Igreja do Amparo está significada de maneira muito fixada no chão dos corações dos teresinenses a história em todas as suas dimensões, que é a história da vida humana, da experiência da construção dessa cidade, porque essa igreja, além de tudo, é o primeiro prédio feito com pedra, cal, furando as bases no chão. Todos são filhos da Amparo, por isso, a participação do povo de Teresina na campanha é fundamental. Um real que cada um der para a reconstrução dela é um fortalecimento”, explica
As doações para a campanha “Memória do Amparo: a história que eu também vou contar” podem ser realizadas a partir de R$ 1,00 pelo pix: amparobicen@gmail.com. Faça parte você também deste gesto de valorização da cultura e da história da nossa capital.






