Em agosto deste ano, teve início na Arquidiocese de Teresina a Escola Arquidiocesana de Discípulos Missionários, um espaço criado para fortalecer a caminhada evangelizadora nas comunidades e iniciar um novo tempo na formação pastoral da Igreja local. A iniciativa, aprovada na última Assembleia de Pastoral e prevista no Plano Pastoral Arquidiocesano, reúne agentes de pastoral, catequistas, jovens vocacionados e lideranças comunitárias.
A Escola funciona em três polos distribuídos pelos vicariatos e oferece uma formação completa, com 180 horas de conteúdo que unem teoria, espiritualidade e prática missionária. As vagas foram organizadas conforme a realidade de cada região pastoral, garantindo que paróquias, áreas pastorais e diaconias tivessem acesso ao curso.
O coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Edvaldo Barbosa, explica que a proposta nasceu de uma preocupação do arcebispo, Dom Juarez Marques, em fortalecer a formação dos leigos. “A escola surgiu por uma provocação do nosso arcebispo, que sempre falava da sua preocupação em ter um espaço formativo para os cristãos leigos e leigas. A missão principal é dar suporte acadêmico e pastoral, unindo conhecimento da fé e sua aplicação na vivência comunitária”, afirma.
Inspirada no Documento 107 da CNBB, que destaca a importância de um itinerário sólido de amadurecimento cristão, a Escola busca formar discípulos conscientes, maduros na fé e comprometidos com a missão. As disciplinas são conduzidas por professores do ICESPI, que integram reflexão teológica e prática comunitária.
Padre Edvaldo destaca ainda os frutos esperados no cotidiano das comunidades. “A gente espera que, ao final do curso, os alunos possam levar esse conhecimento para suas unidades pastorais, formando outros leigos e sendo agentes transformadores na comunidade e na sociedade”, completa.

O filósofo e teólogo Danilo Bastos, foi quem conduziu recentemente a disciplina de Antropologia Teológica. Ele explica que o conteúdo aborda questões fundamentais da fé cristã. “Estamos trabalhando temas como criação, pecado e graça. A antropologia teológica ajuda primeiro a pessoa a entender quem é o ser humano e, depois, ilumina a prática pastoral”, diz. Para ele, a temática responde dúvidas frequentes no trabalho pastoral. “O pecado não faz parte da natureza humana; é uma mancha, uma queda que se instala. Mas Deus se revela em Cristo com um olhar de misericórdia”, enfatiza.

Os participantes têm demonstrado entusiasmo com a formação. Catequista na Paróquia São Cristóvão, Gláucia Teixeira relata uma experiência transformadora. “Estou amando, pois tenho aprendido muito sobre a nossa Igreja. A Cristologia abriu meu entendimento, porque antes era algo decorado, agora eu entendo de fato”, conta.
O jovem Ítalo Soares, da Diaconia Santa Virgem de Fátima, também reconhece avanços em sua caminhada pastoral. “A experiência está sendo muito boa. Muitas coisas que eu não sabia e que muitos irmãos nossos provavelmente não sabiam. Dom Juarez acertou quando criou essa escola”, avalia.
Já Mara Fontenelle destaca o impacto direto da formação no seu serviço comunitário. “É um aprendizado enorme dentro dos documentos da Igreja. Uma bagagem grande que vamos repassar dentro da catequese e em outras pastorais. Tudo que tenho aprendido aqui tem me ajudado na coordenação da catequese”, conclui.

Com poucos meses de funcionamento, a Escola Arquidiocesana de Discípulos Missionários já se consolida como um marco na formação pastoral da Arquidiocese de Teresina. Uma iniciativa que nasce para formar discípulos apaixonados pelo Evangelho e capacitar lideranças para servir cada vez melhor às comunidades.


