Na última quarta-feira, 12 de novembro, a Arquidiocese de Teresina viveu a celebração de instalação da Paróquia Santa Edwiges, no Residencial Vamos Ver o Sol. Presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Juarez Marques, a Santa Missa marcou uma etapa significativa de fé, comunhão e crescimento para toda a comunidade, que agora passa a ser oficialmente reconhecida como paróquia após anos de caminhada pastoral.
A decisão, publicada por meio de decreto, atende à necessidade de fortalecer o acompanhamento espiritual e pastoral dos fiéis, assegurando um cuidado mais próximo e eficaz nas atividades evangelizadoras. Na ocasião, foi realizada a posse canônica do padre Francisco Cabrini como primeiro pároco da nova unidade pastoral, e o diácono Ciro Braga foi acolhido como diácono colaborador.
Dom Juarez destacou que este é o resultado de um percurso construído com dedicação e participação da comunidade. “A Paróquia de Santa Edwiges está sendo criada neste dia, e ela é o resultado de todo um trabalho pastoral e missionário realizado aqui nesta região do Vamos Ver o Sol. Foi uma caminhada curta, mas de grande significado, porque o padre e a comunidade nos pediram a criação da paróquia, e o povo está muito empolgado. Não basta ser uma paróquia nova, é preciso ser uma nova paróquia, com um povo animado, e eclesial”, afirmou o arcebispo.

Em seguida, ele reforçou a identidade missionária da nova paróquia. “A paróquia precisa ser missionária, casa da acolhida e da iniciação à vida cristã. Que esta comunidade permaneça firme na fé e na esperança. Parabéns, povo de Deus, e que Santa Edwiges interceda por todos”, acrescentou.

Nomeado oficialmente como o primeiro pároco da Paróquia Santa Edwiges, o padre Francisco Cabrini vive este momento com gratidão e alegria. “É uma experiência muito interessante, porque é a primeira vez que eu passo de área pastoral para paróquia permanecendo no mesmo território. Encontrei uma comunidade organizada, participativa e, agora, com a consciência de paróquia, ainda mais motivada. Gratidão a Deus e à Igreja, e força para continuarmos esse trabalho de cabeça erguida e com fé”, comentou.

Sobre a convivência com os fiéis desde fevereiro, ele destaca ser uma comunidade ativa, presente e engajada. “Sinto que minha missão aqui é alimentá-los espiritualmente, porque a parte administrativa e organizativa eles já conduzem muito bem. Há disponibilidade de todos para a ação pastoral”, pontuou.
Uma história construída pela fé

A trajetória da Paróquia Santa Edwiges começou ainda nos anos 2000, quando o território não possuía igreja, padroeiro ou estrutura definida. Foram os pequenos gestos de fé que lançaram as bases da comunidade.
“O primeiro passo na comunidade começou pelas mulheres que rezavam o terço nas casas. A primeira missa chegou a ser celebrada em um bar, pelo padre Adelino. Depois descobrimos que pertencíamos à Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Bela Vista, e o padre Luiz Eduardo foi quem nos deu muita força”, relembra Isaura Sales, uma das fundadoras.
Isaura também recorda o primeiro festejo, realizado de forma simples e improvisada. “Mal cabia o padre, mas tivemos tríduo, leilão; e escolhemos esse terreno porque era central. Foi uma caminhada grande até chegar aqui”, contou.
Maria das Neves, atual secretária do conselho comunitário, reforça os desafios daquele início. “Viemos para cá em 2000 e não tinha igreja nem padroeiro. As mulheres começaram com o terço nas casas e depois escolhemos este local, que era um campinho onde as crianças jogavam bola. A comunidade toda se uniu e construiu. Nós somos uma comunidade bem preparada, desde sempre, bem organizada, unida, que louva, que reza, e que tem muita fé”, contou.
A celebração que elevou a comunidade à categoria de paróquia também reuniu fiéis emocionados e famílias que acompanharam cada etapa dessa caminhada, como o casal Irene e Fernando Mendes.
Eles chegaram em 2013, vindos da Paróquia São João Evangelista e São João Batista, e logo participaram do primeiro ECC da então Diaconia Santa Edwiges. “Aqui começamos a participar do ECC e logo depois já estávamos engajados na Pastoral Familiar”, lembra Fernando.
Irene reforça o sentimento de gratidão. “Vivemos as três etapas — diaconia, área pastoral e agora paróquia — e é uma alegria fazer parte dessa história construída com fé e amor a Deus”, finalizou.
Comunidades da nova paróquia

A nova paróquia será composta por 12 comunidades, mantendo o território original da antiga área pastoral: Santa Edwiges (Matriz) – Vamos Ver o Sol; São Francisco das Chagas – Vila São Francisco; Nossa Senhora dos Mártires – Dagmar Mazza; Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Nova Alegria; São Francisco de Assis – Povoado Alegria; Nossa Senhora do Rosário – Torrões; Nossa Senhora de Fátima – Humaitá; São Sebastião – Projeto Casulo; Sagrado Coração de Jesus – Cond. São Francisco das Chagas; Santo Expedito – Cerâmica Icetel; Santa Cruz – Vila Santa Cruz; e São José – Povoado Cantinho Sul.
Com a instalação, a Paróquia Santa Edwiges assume oficialmente sua missão de evangelização, acolhida e serviço ao povo de Deus, dando continuidade a uma história iniciada com oração nas casas e construída pela fé de toda a comunidade.





