Nos dias 17 e 18 de outubro, o Complexo da Ponte Estaiada recebeu a 4ª edição do Halleluya Teresina, conhecido como “a festa que nunca acaba”. O festival deste ano trouxe dois dias de música, fé e emoção, reunindo artistas que marcaram gerações e proporcionando experiências de encontro com Deus. Mais do que um evento musical, o Halleluya é um convite à alegria, à paz e à celebração da vida, reunindo jovens, famílias, crianças e idosos em um mesmo propósito.
Durante os dois dias a programação iniciou com a celebração da Santa Missa, seguida dos shows musicais. Na sexta-feira (17), o público conferiu apresentações DJ Roony, Morelzinho, Adriana Arydes e Missionário Shalom. Já no sábado (18), shows da Banda D’Cristhus, Sopragod, Rosa de Saron e Adoração e Vida.
Filipe Diniz, coordenador geral do Halleluya, falou sobre a organização do evento. “O Halleluya superou muito as nossas expectativas. Temos uma média de 600 voluntários, e as dimensões que ele chegou hoje em Teresina realmente impressionam. Hoje ele é gerado e consolidado a partir da oração, da comunidade, de toda a Arquidiocese e das dioceses vizinhas, pelas caravanas que chegam de vários lugares do Piauí e Maranhão”, disse.

Ele ainda explicou o planejamento do festival. “Um mês após o Halleluya do ano passado, já iniciamos os trabalhos, formamos a comissão, dois meses depois já definimos as equipes, construímos todo o projeto de patrocínios e mantivemos diálogos com sacerdotes e paróquias, sendo de fato uma grande peregrinação”, pontuou Filipe.
Padre Douglimar Estevam, coordenador apostólico da Comunidade Católica Shalom em Teresina, destacou o caráter evangelizador do festival. “O principal objetivo do Halleluya é levar o som da esperança a todas as pessoas, de todas as idades, dando a elas uma experiência diferente a partir da nossa fé e da experiência com Jesus. Através da dança, da música, dos shows e dos espaços jovens e kids, desenvolvemos um trabalho evangelizador para que mais pessoas conheçam a fé e a experiência com Cristo. O Halleluya é uma porta de entrada para uma caminhada que só termina na eternidade”, explicou o sacerdote.

Dom Juarez ressaltou a dimensão espiritual do festival. “É a evangelização sadia que se dá através da música, através da arte, e tem o seu ponto mais alto na celebração da Eucaristia, na celebração da Santa Missa. Parabéns a todos aqueles que, com gosto e com coração, deram seu suor, suas energias e suas capacidades humanas para que este evento acontecesse. É um evento feito por muitas mãos e muitos corações”, destacou.
Fé e música se encontram em um só festival


Além das atrações musicais, o Halleluya disponibilizou espaços voltados para espiritualidade e convivência. O público pôde participar de missas, adorações ao Santíssimo Sacramento, confissões e aconselhamentos. Também estiveram disponíveis áreas temáticas como o Espaço da Misericórdia, o Espaço Jovem e o Halleluya Kids. A tradicional praça de alimentação e o bazar estiveram presentes, e, neste ano, o evento trouxe a novidade da ExpoHalleluya.
Lidiane Fernandes, postulante da Comunidade Aliança, falou sobre seu trabalho voluntário no festival. “Nós estamos otimistas com a arrecadação dos alimentos no evento deste ano. No ano passado foi muito positivo, pois recebemos meia tonelada de alimentos durante os dias do Halleluya e esperamos aumentar essa quantidade este ano. Esses alimentos são muito importantes para nossas ações de promoção humana e para ajudar famílias carentes acompanhadas pela comunidade”, afirmou.
Entre os participantes, a alegria era visível. Letícia Vitória, da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, do bairro Dirceu, relatou sua primeira experiência no festival. “Sempre tive vontade de vir, no ano passado não deu certo, mas este ano eu senti que tinha que vir. Vim ontem, chamei algumas amigas e foi a melhor experiência que eu tive. Quero vir todos os anos. Ontem não conhecia quase nenhuma banda, mas cantei todas as músicas. Foi incrível!”, concluiu.
Leonardo Andrade, também compartilhou sua experiência no evento. “Estar aqui me permite ter uma experiência viva com o Cristo Ressuscitado, pois o Halleluya é essa festa que a cada ano se renova. O desejo é sempre estar aqui louvando e agradecendo ao Senhor por tantas bençãos”, relatou.
Após a celebração da Santa Missa, o palco principal se transformou em um grande espaço de louvor. A Banda D’Christus abriu a segunda noite com um forró contagiante que fez o público cantar e dançar para o Senhor. Chico Henrique, vocalista da Banda D’Christus, comentou sobre a recepção do público.
“É uma alegria estar neste evento, um dos maiores eventos católicos do Piauí. A gente vem com nosso forró, nossa música de forma cristã, com músicas que falam do bem, da família, do amor de Deus e da misericórdia. As pessoas se surpreendem porque a pegada é de forró mesmo, mas quando prestam atenção na letra, percebem a mensagem de fé. Ninguém fica parado”, finalizou.

A 4ª edição do Halleluya Teresina chegou ao fim deixando no coração de todos a certeza de que o festival é realmente “a festa que nunca acaba”, porque nasce do encontro com o Amor que é eterno, reunindo fé, música e esperança em uma experiência que transforma.




Fotos: Comunidade Católica Shalom Teresina