Neste domingo, 7 de setembro, acontece mais uma edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, que neste ano chega à sua 31ª realização em todo o país. A concentração será embaixo da Ponte da Frei Serafim e deve reunir diversos membros das pastorais sociais da Arquidiocese de Teresina, movimentos sociais, sindicatos, comunidades populares e militantes em defesa de direitos.
Com o lema “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”, o ato se consolida como um processo de mobilização permanente, que denuncia as múltiplas formas de exclusão social e anuncia alternativas para a construção de uma vida digna para todos.
A mobilização deste ano evidencia dois eixos centrais da realidade brasileira, que é o cuidado com a Casa Comum, ressaltando a urgência de preservar o meio ambiente e garantir sustentabilidade para as futuras gerações; e a defesa da democracia e da soberania nacional, destacando a importância de ampliar a participação popular nas decisões que definem os rumos do país.
O evento também vem mobilizando o povo para o Plebiscito Popular 2025, que defende duas pautas principais: a redução da jornada de trabalho sem corte de salários e o fim da escala 6×1, visando melhores condições para os trabalhadores; e a reforma tributária com isenção para rendas de até cinco mil reais e cobrança progressiva a partir de cinquenta mil, buscando mais justiça no sistema de impostos.
O Grito é um ato de resistência e esperança que denuncia a exclusão e aponta caminhos para uma sociedade mais justa, reunindo vozes das periferias, do campo, comunidades tradicionais, indígenas, trabalhadores, mulheres, jovens e migrantes.