No dia 02 de agosto, no Auditório Dom Avelar Brandão Vilela, a Arquidiocese de Teresina deu início a uma nova etapa formativa com a Aula Magna da Escola Arquidiocesana de Discípulos Missionários. A iniciativa, aprovada na última Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, tem como missão formar discípulos missionários convictos e apaixonados pela evangelização, à luz da pedagogia catecumenal e do Documento 107 da CNBB.
A Escola de Discípulos Missionários é fruto de um processo de planejamento cuidadoso que surgiu ainda durante a elaboração do Plano de Pastoral Arquidiocesano. Segundo Dorinha Souza, coordenadora arquidiocesana de Catequese e uma das responsáveis pela estruturação do curso, a proposta da escola foi pensada como uma prioridade pastoral.
“A criação da escola já estava prevista no nosso Plano de Pastoral. Desde o início, foi pensada com muito carinho, com o objetivo de formar agentes de pastoral que atuem com mais eficácia em suas comunidades”, explicou. De acordo com Dorinha, os primeiros participantes da formação serão agentes multiplicadores, ou seja, pessoas que terão a missão de aplicar os conhecimentos adquiridos e incentivar a vivência prática do plano pastoral em suas realidades locais.

O coordenador arquidiocesano de Pastoral, padre Edvaldo Barbosa, explica que a proposta da escola nasceu do desejo de fortalecer a missão evangelizadora por meio de uma formação sólida. “Esta aula inaugura oficialmente a Escola de Discípulos Missionários, que foi pensada para oferecer formação aos leigos e leigas da nossa Igreja. As aulas acontecerão nas unidades pastorais, especialmente nos vicariatos que compõem a Arquidiocese de Teresina”, disse.
A formação será realizada em três polos dentro de cada vicariato, com aulas quinzenais ministradas por professores vinculados ao ICESPI. A expectativa é reunir até 60 participantes por polo, ao longo de um ciclo formativo com duração entre 11 e 12 meses.
“O objetivo é que esses discípulos e discípulas, uma vez formados, possam retornar às suas comunidades de origem e partilhar o conhecimento adquirido, contribuindo diretamente com a evangelização e com o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus”, pontuou padre Edvaldo.
Dom Juarez Marques, também destacou a importância da criação da escola e o impacto que ela representa para a missão evangelizadora desta Igreja Particular. “Essa escola surge como uma resposta concreta a um débito que a Igreja ainda tinha com os leigos. Já contamos com formações voltadas para presbíteros e diáconos, e agora completamos esse ciclo com uma escola dedicada especialmente aos leigos e leigas, que deve ser de excelência”, afirmou.

De acordo com o arcebispo, a proposta formativa vai além do conteúdo teórico, promovendo uma experiência vivencial e mistagógica da fé. “É uma escola que parte de Cristo e da experiência com Ele. Queremos uma formação que seja profunda, que promova encontros e fortaleça as nossas comunidades. Formar discípulos missionários é também preparar a Igreja para ir ao encontro das periferias, tanto territoriais quanto existenciais, levando a Boa Nova de Jesus Cristo”, acrescentou.

A abertura contou com a presença de Mariana Venâncio, assessora da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, que conduziu um momento rico de reflexão e aprofundamento. Em sua participação, Mariana explicou que a formação teve como foco principal a identidade do discípulo missionário. “Nós refletimos sobre quem é o discípulo missionário, como a Igreja compreende essa identidade e quais são os desafios atuais para a missão. Queremos pensar sobre como os discípulos cultivam sua espiritualidade e são enviados para a missão, sempre com base no encontro pessoal com Jesus Cristo”, destacou.
O catequista Marcos José, da Paróquia Cristo Rei, compartilhou a motivação que o levou a participar da formação. “É uma alegria imensa participar dessa aula inaugural. Fui convidado pelo padre Edvaldo e aceitei com grande entusiasmo essa missão. Desejo aprender ainda mais e se atualize na fé, aprofundando os fundamentos da iniciação cristã para que possamos aplicar melhor esse conhecimento nas paróquias e, especialmente, nas comunidades mais periféricas”, finalizou.
Com carga horária de 180h e metodologia híbrida, a Escola será um espaço privilegiado de conversão pastoral, comunhão e missão.









