No final de semana, dias 28/02 e 01/03, a Arquidiocese de Teresina promoveu a Assembleia Arquidiocesana de Catequese e Iniciação à Vida Cristã, com o tema: “Introdutores da Fé: construindo comunidades missionárias”. O evento formativo reuniu cerca de 200 catequista, entre eles coordenadores e vice-coordenadores de pastorais, no Auditório Dom Avelar Brandão Vilela (bairro Fátima).
Com o propósito de refletir o papel e a missão dos introdutores no processo de Iniciação à Vida Cristã (IVC), a Comissão Arquidiocesana de Catequese propôs formações e momentos de diálogo sobre o tema. Para Dorinha Souza, coordenadora arquidiocesana de Catequese, o introdutor é ferramenta essencial nas comunidades.
“O papel do introdutor se torna importante porque ele vai conduzir para a fé e vai ajudar os catequizandos, as pessoas a amadurecerem mais na fé. É um direcionamento que se dá não para o ensinamento propriamente dito catecumenato, mas ele vai animar a caminhada das pessoas na comunidade”, explica Dorinha.

A formação contou com a presença de Dom Juarez Marques, arcebispo de Teresina, que reiterou o acolhimento como característica fundamental do introdutor. “Há muitas pessoas distantes, muitas pessoas afastadas, tanto batizadas como também pessoas não batizadas. Então, o introdutor é aquela pessoa boa que na comunidade tem a convicção da sua fé cristã católica, tem experiência de família, tem experiência de vida na comunidade, tem Cristo na sua vida, impulsionada pelo Espírito Santo. Ele faz o papel de fazer com que a pessoa descubra Jesus na sua vida, que Jesus veio ao seu encontro”, afirma o arcebispo.

O tema central do encontro foi conduzido pela catequista e doutora em Teologia, Débora Pupo, que ao longo dos dois dias apresentou conferências sobre o assunto. “O grande destaque que nós colocamos é a aproximação com a palavra, a palavra encarnada, Jesus Cristo, e também a palavra escrita. Então, maior proximidade com a Bíblia. E com isso nos reconhecermos discípulos missionários, aqueles que são chamados, que são ensinados e são enviados para levar a Boa Nova a quem está distante. Então, eu acredito que esse é um dos grandes ganhos da IVC”, elucida Débora Pupo. Para a catequista, a missão do introdutor é também um processo de conversão pessoal e comunitária, que exige um acolhimento sem pré-julgamentos e uma comunidade aberta para o novo.

A programação contou também com oficinas formativas sobre a missão do introdutor nas comunidades enquanto figura que acolhe, acompanha e integra; o papel do introdutor na IVC e o introdutor e a formação da fé. “Eu fiquei responsável por desenvolver a oficina sobre o introdutor e a formação da fé. Então, a responsabilidade que o introdutor tem dentro deste processo de catequese de formar a fé àqueles a quem ele acompanha. A minha oficina foi organizada a partir de três aspectos: a vida de oração, a vida de comunidade, mas também o introdutor como o homem da fé, pois primeiro ele tem que ser este homem e esta mulher da fé. Dessa forma, nós vamos desenvolver junto com os catequistas da nossa Arquidiocese esse trabalho visando contribuir com a catequese da nossa Arquidiocese”, compartilha o Seminarista em Teologia, Luiz Henrique.
Para os participantes, a Assembleia promove a partilha entre as paróquias e a renovação do compromisso com a Catequese. “Estou aprendendo muito sobre a figura do introdutor, que é um papel muito importante para a continuidade, da missão evangelizadora da Igreja e como eu posso ajudar a minha comunidade através desses conhecimentos que eu estou adquirindo aqui”, diz Maria Inês, catequista da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da cidade de Água Branca (PI).
A proposta para os coordenadores e vice-coordenadores de pastoral neste ano é incentivar a formação nas paróquias e comunidade locais, a fim de fortalecer uma cada vez mais igreja missionária. “É levar para os meus irmãos catequistas também, mas trabalhar com as outras pastorais que estão envolvidas diretamente com a IVC para que a gente consiga ter uma paróquia realmente com discípulos, vivenciando a fé cristã dentro da comunidade”, afirma a catequista da Paróquia Santa Edwiges, Umeko Takeshita.
A iniciativa da Comissão Arquidiocesana de Catequese é também um convite para os que sentem o chamada à missão. Dom Juarez explica que as pastorais devem tomar consciência daqueles que podem assumir o papel de catequista. “Aqui vai o nosso convite para você ser um catequista introdutor, que não é aquele que precisa necessariamente estar lá no encontro de catequese, no período do catecumenato, mas ele está antes, ele chega antes, porque Jesus chega antes e ele é aquele que, impulsionado pela sua fé, vem com Jesus apresentar-se à pessoa”, convida o arcebispo.








