A Arquidiocese de Teresina realizou, nos dias 14 e 15 de novembro, a Assembleia Avaliativa de Pastoral, um momento marcado pela esperança e profundo espírito de comunhão. O encontro reuniu mais de 200 participantes – padres, diáconos, religiosos(as), seminaristas, e agentes de pastoral – que se dedicaram à escuta, à partilha e ao discernimento sobre a caminhada pastoral do último ano.


A programação teve início na noite de sexta-feira (14), com momentos de animação, acolhida e oração. Os participantes também acompanharam a mensagem inicial do arcebispo metropolitano, Dom Juarez Marques, que refletiu sobre a importância da Iniciação à Vida Cristã como eixo central da ação evangelizadora na Arquidiocese. Na ocasião, foram apresentados os resultados do questionário avaliativo do Plano de Pastoral Arquidiocesano, instrumento que orienta os próximos passos a partir de uma escuta ampla e participativa das unidades pastorais.
Dom Juarez destacou que o processo de avaliação é fundamental para consolidar e aprimorar o que já vem sendo construído. “A Iniciação à Vida Cristã em nossa Arquidiocese é um caminho sem volta, porque é a pastoral, é a ação evangelizadora da Igreja. Avaliar é necessário, e a avaliação acontece em vista da implementação e da otimização do plano”, disse.

O arcebispo reforçou ainda que a participação dos agentes confirma a caminhada já realizada e ilumina os passos futuros. “Mais de 200 pessoas reunidas, trazendo as experiências das unidades pastorais, confirmando aquilo que é a caminhada feita e consolidada e que precisa ser otimizada”, completou.


A assembleia continuou no sábado (15), com momentos de reflexão e escuta qualificada. Em grupos, os participantes identificaram desafios, compartilharam experiências e apresentaram propostas para aperfeiçoar a continuidade do Plano de Pastoral Sinodal a serviço da IVC. As contribuições foram expostas no plenário, fortalecendo a articulação pastoral nas foranias e o compromisso coletivo com uma evangelização mais dinâmica, integrada e missionária.

Segundo Aldecy Dantas, integrante da comissão arquidiocesana de Pastoral/IVC, as comunidades apresentaram resultados importantes. “Os pontos que mais se destacaram foi uma adesão das pessoas que estavam fora. Isso foi muito importante para elas se sentirem mais seguras no conhecimento da fé e na vivência em comunidade”. Ela explicou que a metodologia utilizada favoreceu a participação. “Foi elaborado de uma forma que tenha dinâmicas, espiritualidade, formação, o objetivo era formar pequenos grupos, e a gente viu que isso correspondeu bem”, externou a catequista.

Entre os palestrantes da assembleia, o padre Leandro Pagnussat, da Diocese de Goiás, palestrou sobre a Iniciação à Vida Cristã (IVC) e reforçou que a proposta da IVC é um caminho que nasce do próprio coração da Igreja. “Essa proposta é um projeto de Igreja que vem desde a década do Concílio. O diálogo passa pela recepção, onde é preciso acolher aquilo que o Concílio propõe para então inspirar uma nova prática de vida”, afirmou.

Ele destacou também que o objetivo final é conduzir os fiéis à maturidade da fé. “A Igreja acolhe os batizados, também os que não foram suficientemente evangelizados, para que completem sua iniciação cujo objetivo final é ser discípulo missionário”, concluiu.
Caminhada sinodal reforçada pela participação ativa das comunidades

Diversos agentes das paróquias e comunidades da Arquidiocese também compartilharam suas experiências. O diácono Francisco Rogério, da Paróquia Nossa Senhora do Ó e Conceição, na cidade de Valença, relatou os frutos que a implantação do plano trouxe para sua comunidade. “A proposta foi aplicada de maneira muito positiva. Nossa paróquia cresceu em número de membros e, sobretudo, no entendimento da importância do encontro pessoal com Jesus Cristo”, contou.
O padre Darlei Ferreira, pároco da Paróquia São Francisco de Assis, situada no bairro Cidade Nova, falou sobre o processo de mobilização para aplicar o plano ao longo do ano. “Trouxemos todas as datas e temáticas da diocese para dentro do nosso plano paroquial e começamos a nos movimentar com catequese, IVC e CPP. Não é fácil, porque muitos acham que conhecem tudo, mas houve muita mobilização e foi muito bom ver esse povo aprofundar a fé que professa”.
Já a catequista Leiliane Ranchelly, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no Renascença, ressaltou que a implantação foi marcada por formações e trabalho conjunto, mas também por desafios. “A gente fez formações e levou o plano para que os coordenadores aplicassem nos grupos. Não tivemos uma grande resposta por falta de entendimento e integração entre as pastorais”, destacou. Com os resultados da avaliação, a paróquia já projeta novos direcionamentos. “A intenção agora é aplicar de forma mais efetiva, reduzindo o número de reuniões e aumentando o número de formações, para que toda a comunidade possa caminhar unida e formada”, comentou.

Ao final da assembleia, o coordenador arquidiocesano de Pastoral, padre Edvaldo Barbosa, reforçou o compromisso de continuidade. “Nosso intuito é dar continuidade ao plano de pastoral, agora iluminado por todas as propostas que refletimos neste dia e meio. Estamos esperançosos e dispostos a assumir o plano que já temos e acrescentar as novas proposições”, finalizou.

A Assembleia encerrou-se com um forte sentimento de unidade e esperança, reafirmando o compromisso da Arquidiocese de Teresina em consolidar o Plano de Pastoral e fortalecer a missão evangelizadora em todas as comunidades.




