A Arquidiocese de Teresina viveu um momento marcante de fé e comunhão na tarde desta segunda-feira, 15 de setembro, com o encerramento do festejo de Nossa Senhora das Dores, padroeira desta Igreja Particular. A data também foi marcada pela celebração do Jubileu do Clero, reunindo padres e diáconos em um gesto público de renovação do compromisso com o ministério sacerdotal.


A programação teve início às 17h com a Celebração Penitencial, seguida da Oração das Vésperas, na Igreja Nossa Senhora do Amparo, localizada no Centro de Teresina. Às 18h30, todo o clero e a comunidade de fé seguiram em procissão até a Catedral Metropolitana, na Praça Saraiva, onde foi celebrada a Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Juarez Marques.


“Nossa Senhora das Dores é solenemente celebrada hoje em nossa Igreja. Ela é padroeira de toda a nossa Igreja particular e é também considerada mãe e amiga dos sacerdotes. Por isso, neste mesmo dia, celebramos o Jubileu do Clero”, explicou Dom Juarez.

O arcebispo destacou ainda a importância da confissão e da reconciliação para o clero. “Realizamos uma celebração penitencial, seguida do sacramento da reconciliação. Os padres também se confessam, porque nós precisamos da misericórdia de Deus. Foi um momento muito bonito, de oração e renovação do ministério sacerdotal”, acrescentou.
O diácono Manoel de Alencar, colaborador na Paróquia São Francisco e Santa Clara, ressaltou o significado do jubileu. “O jubileu, que acontece tradicionalmente a cada 25 anos, tem uma relevância muito grande para nós. Ele é um tempo de renovação, de crescimento e de mudança dentro da vida da Igreja, fortalecendo as comunidades e paróquias. É um momento de serviço e de reconhecimento do ministério dos sacerdotes”, afirmou.
Já o padre Anderson Fábio, que atualmente está cursando Mestrado em Teologia Dogmática em Florença (Itália), destacou o aspecto espiritual e a esperança vivenciada no jubileu.
“Significa experimentar a esperança de Deus, que, como diz Paulo, não decepciona. E tudo isso em perfeita comunhão com Maria, que, segundo o Evangelho de João, esteve próxima da Cruz de Cristo e não se distanciou. Celebrar o jubileu dos sacerdotes nesta data foi uma oportunidade, em comunhão com o nosso bispo e todo o povo de Deus, de celebrar a esperança de um Deus que nos ama. Uma esperança que não é como o final feliz de um filme, mas que se revela em meio às tempestades da vida”, disse.
Nossa Senhora das Dores: expressão de fé e unidade

Desde o dia 06 de setembro, a Catedral Metropolitana de Teresina, promoveu uma programação intensa em honra a Nossa Senhora das Dores, sob o tema “Maria, Mãe da Esperança, caminha conosco”, reunindo momentos de oração, fé e espiritualidade. Após as celebrações, os fiéis puderam participar da parte social, com comidas típicas, atrações culturais, bingo e leilão.
O pároco da Catedral, padre Klebert Viana, comentou sobre a relevância da festa. “A festa de Nossa Senhora das Dores é muito significativa porque ela é a padroeira da nossa Arquidiocese. Sua imagem congrega todos os fiéis em torno desta espiritualidade, que celebra Maria diante da dor e do sofrimento, sempre obediente e de pé, exemplo para todos nós”, pontuou.
O sacerdote também destacou a integração com o jubileu do clero. “Unimos essa celebração com o ano jubilar dos presbíteros. Foi um momento muito bonito, com confissão, diálogo e reflexão sobre nossa missão. Concluímos com a reafirmação do nosso compromisso com Deus e com o povo”, completou.

A intensa participação dos fiéis também marcou o momento, evidenciando a devoção e o compromisso da comunidade com a padroeira. Marcélia Mendes, paroquiana da Catedral, comentou sobre sua experiência. “Sempre participo e faço questão de estar presente no encerramento. É um momento de muita graça para nós, católicos, porque celebramos nossa padroeira na Catedral. Nossa Senhora das Dores é quem guia nossa espiritualidade, por isso esse momento tem um significado tão especial”, disse.
O casal Luciana e Manoel Leal, também paroquianos, destacou a importância da festa para a integração familiar e comunitária. “Eu preciso honrar Nossa Senhora, porque ela é Mãe de Deus, Mãe nossa e discípula de Jesus. Sempre permaneceu até o final, acompanhando o Seu Filho. Estamos aqui para honrar a Nossa Santíssima Mãe da Misericórdia e participar dessa celebração. E é muito gratificante porque a Igreja possibilita a integração da família. A família é parte fundamental da sociedade, e em comunhão com a Igreja, ela pode viver plenamente e responder aos desígnios de Deus”, finalizou.
A Catedral Metropolitana de Teresina, escolhida como Igreja Jubilar, permanece de portas abertas durante todo o Ano Santo, acolhendo peregrinos e convidando todos os fiéis a renovarem sua fé e esperança sob o olhar materno de Maria.









