Na tarde da última quinta-feira (19), uma verdadeira multidão tomou conta das ruas do Centro da cidade para celebrar a tradicional Festa de Corpus Christi. A solenidade teve início às 16h com a Santa Missa, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Juarez Marques e concelebrada por padres e diáconos da Arquidiocese de Teresina. A celebração foi realizada na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Dores e contou com a participação ativa do clero, de ministros e de milhares de fiéis.


A acolhida dos participantes ficou por conta do Ministério de Música da Arquidiocese de Teresina, que animou a chegada dos fiéis na Praça Saraiva. Após a missa, a procissão com o Corpo Eucarístico de Jesus percorreu algumas das principais ruas do centro, em direção à Igreja São Benedito. O percurso foi adornado com os tradicionais tapetes de Corpus Christi, confeccionados na noite anterior por grupos de jovens, movimentos, pastorais e representantes de diversas paróquias desta Igreja Particular.


Durante a homilia, Dom Juarez destacou o significado profundo da celebração, que remonta a uma tradição milenar da Igreja Católica. Segundo o arcebispo, a solenidade de Corpus Christi é a expressão pública da fé no Santíssimo Sacramento e celebra o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Ele explicou que a Eucaristia é, ao mesmo tempo, sacrifício e banquete, onde é o próprio Cristo que se entrega como alimento espiritual para a humanidade. “Essa celebração é memória e esperança. Ela nos aponta para a eternidade, mas também nos convida ao compromisso concreto com o agora da nossa história, por meio do amor, da justiça e da partilha”, explicou. O arcebispo também agradeceu o empenho das equipes que prepararam os tapetes, destacando que o trabalho realizado foi uma verdadeira catequese visual, expressando fé e devoção através da arte.
O pároco da Catedral, padre Klebert Viana, reforçou o papel central da sua paróquia na realização do evento. Segundo ele, a dedicação dos paroquianos foi essencial para o êxito da celebração. “Todos os anos, a Catedral assume a responsabilidade de apoiar na realização da solenidade. É visível o envolvimento, a acolhida e a dedicação dos fiéis. Foi uma festa belíssima, com grande participação do povo e centrada no mistério maior da nossa fé, que é a presença real de Jesus na Eucaristia”, destacou.


Neste ano, os tapetes ganharam ainda mais significado ao ilustrarem os eixos temáticos do novo Plano de Pastoral da Arquidiocese, organizados em cinco blocos catequéticos ao longo de quase dois quilômetros de extensão. A proposta foi unir beleza, fé e reflexão pastoral em uma expressão concreta de evangelização.
Entre os muitos fiéis presentes, Maria do Amparo, da Paróquia São Joaquim, compartilhou a emoção de viver esse momento. Para ela, participar da solenidade é algo que não se consegue descrever com palavras. “É um momento muito bonito e especial. Sempre que posso, faço questão de estar aqui”, relatou.
Livramento Felipe, paroquiana da Paróquia São Francisco de Assis, também não escondeu a emoção. Participante assídua da celebração, ela destacou a força espiritual do momento. “É um evento que eu não gosto de perder. Sempre faço tudo para estar aqui. A gente sente realmente a presença do Espírito Santo e de Deus em nossa vida”, afirmou.
Mesmo pertencendo a outra paróquia, Livramento costuma participar da solenidade na Catedral. Ela explicou que, como em sua comunidade a missa acontece pela manhã, consegue se juntar à procissão da tarde no centro da cidade. “Às vezes participo na minha paróquia, mas prefiro aqui. Estar em comunhão com todos é muito emocionante”, concluiu.

A procissão foi encerrada no adro da Igreja São Benedito com a bênção e exposição do Santíssimo Sacramento. Um momento marcado por silêncio, reverência e profunda adoração, onde ficou ainda mais evidente que a Eucaristia é o centro da fé católica e a fonte que alimenta a caminhada espiritual do povo de Deus.






