No dia 16 de setembro, a Escola de Fé e Política Dom Miguel Câmara realizou, no auditório Paulo VI, o segundo momento de diálogo com candidatos ao Governo do Estado do Piauí. O encontro contou com a participação de Joel Rodrigues, que esteve no espaço para apresentar suas propostas e dialogar com os participantes.
Com o propósito de promover um espaço democrático de escuta e reflexão à luz da fé, a iniciativa reuniu membros da Escola e a comunidade em torno do tema “Eleições: Democracia, Sinodalidade e Bem Comum”.
A proposta da Escola foi proporcionar um espaço de diálogo com os dois candidatos ao Governo do Estado que, à época, apresentavam maior intenção de voto nas pesquisas eleitorais, possibilitando a apresentação de suas perspectivas e o contato com a comunidade.
O coordenador da Escola de Fé e Política, padre Gustavo Silvano, ressalta que a iniciativa busca interligar a realidade das eleições com o pensamento social e político da Igreja.
“Trata-se de um encontro muito positivo, tanto para a nossa escola, quanto para a nossa Arquidiocese, na qual os candidatos são acolhidos, escutados e, a partir disso, algumas questões são colocadas pelos próprios alunos, já que esses estão discutindo aspectos da doutrina social em relação ao modo como a política é pensada no Brasil”, detalha o coordenador.
Conforme o padre Gustavo, a dinâmica para o debate envolveu também os membros da escola, que elaboraram e realizaram perguntas para o candidato. A secretária da Escola de Fé e Política, Valdeniria Silva, pontua que os participantes foram escolhidos previamente e formularam perguntas sobre temas diversos.
“Nós tivemos seis perguntas divididas em três blocos, e, assim que a pergunta era feita, o candidato respondia de imediato. Foram perguntas diversas e necessárias. Perguntas, sobretudo, pensando na qualidade de vida do povo piauiense. Nossa proposta é abrir um debate, pois a nossa Igreja está aberta para dialogar”, explica.
O candidato Joel Rodrigues recordou sua entrada no ambiente político e ressaltou que “a política é o verdadeiro instrumento da caridade e do bem comum. Quando tive a oportunidade de ser eleito prefeito, estava praticando a verdadeira caridade. E, de repente, estava fazendo água chegar aonde não tinha, estava mudando a realidade”, pontuou.
À luz do tema do encontro e dos estudos realizados na Escola de Fé e Política, os participantes que realizaram as perguntas puderam expressar a voz da população. “Como eu sou da área da assistência, eu fiz uma pergunta sobre a questão do cofinanciamento estadual, quais são as propostas em relação a esse cofinanciamento e como ele vê a assistência como uma política que ajuda na questão da violência”, explicou a aluna Rosiane Ribeiro.
Para a aluna, ambos os momentos de diálogos com os candidatos auxiliaram na conscientização sobre como funciona o processo eleitoral, além de orientar a escolha de representantes preparados para responder às necessidades do Estado. “Tendo esse diálogo, conseguimos eleger melhor. O candidato está ali, você faz as perguntas e ele logo responde, é uma conversa muito franca, respeitosa, porém, de forma firme e com perguntas pertinentes”, concluiu Rosiane Ribeiro.







