Neste mês de julho a Igreja celebra a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, que nos remete ao sacrifício de Cristo na Cruz. A tradição centenária de devoção ao Precioso Sangue nos convida a meditar sobre a oferta total de Jesus à humanidade e a aproximar-nos da Santa Eucaristia.
A devoção ao Preciosíssimo Sangue ganhou difusão com a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, fundada, em 1815, por São Gaspar del Búfalo. Neste período, Roma e o Estado Pontifício estavam ocupados pelas tropas napoleônicas e os cristãos enfrentavam grandes perseguições. O diácono Frei Paulo Gracês, da Paróquia Imaculada Conceição, localizada na Vila Bandeirantes, destaca o papel do Santo na propagação da devoção e na instituição da festa na Igreja.
“A congregação foi fundada por São Gaspar del Bufalo, que, inclusive, é conhecido como o apóstolo do Preciosíssimo Sangue. Ele, em contato com o Papa da época, pelos conflitos que havia ali na Itália, fazem como uma promessa. E como a promessa se cumpriu, o Papa da época instituiu a festa do Preciosíssimo Sangue no dia 1º de julho”, explica.
O altíssimo valor da Eucaristia
Em meio aos conflitos e perseguições, São Gaspar del Bufalo compreendia que o Sangue de Cristo, derramado para a redenção da humanidade, era instrumento de conversão. Para o diácono Frei Paulo Gracês, é preciso fazer memória e dar valor ao sacrifício da Cruz.
“Celebrar neste mês a devoção ao Preciosíssimo Sangue, é celebrar a redenção que nosso Senhor nos oferece. Então, é fazer memória ao sacrifício que Jesus nos resgata, por isso o Preciosíssimo, porque vem de preço, do altíssimo valor que nós temos, que é pago não pelo ouro, mas pelo sangue de Jesus. Então, pela morte Dele na cruz, Ele nos oferece vida e nos liberta da cadeia do pecado”, enfatiza.
O diácono pontua que a festa convida toda comunidade cristã a ser templo vivo por meio da Eucaristia. “Ter a devoção ao Preciosíssimo Sangue não é esfacelar o corpo de Cristo, mas celebrá-Lo como um todo. Nós, católicos, precisamos compreender melhor o valor salvífico de Jesus na cruz, que é rememorado na celebração da Santa Missa por meio da Comunhão. Não dá para se compreender um católico que não tem um desejo de se aproximar da Eucaristia”, explica.
Assim como a devoção aos Santos da Igreja, o precioso sangue é alimento para a alma e sustento da caminhada cristã. O diácono destaca que “precisamos amar mais a Eucaristia e compreender o verdadeiro valor da Santa Missa. Nós temos que levar a nossa participação da Santa Missa para além da obrigação do preceito e trazer para a vida cotidiana, entender a importância da comunhão diária e estar mais íntimo do Senhor”, finaliza.