Segue até esta quinta-feira (28) o III Seminário de História da Igreja – Simpósio Teológico 2025, realizado no Auditório Dom Avelar Brandão Vilela. O evento reúne acadêmicos, professores, religiosos, seminaristas e leigos em dias de partilha e aprofundamento sobre as raízes do Cristianismo. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí (ICESPI), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Grupo de Estudos de História da Igreja (GTHI).


A professora de História da Igreja do ICESPI, Natália Oliveira, destacou a relevância da iniciativa como espaço de diálogo e formação. “Acredito que uma das grandes contribuições é proporcionar um debate rico para os nossos acadêmicos, mas também abrir espaço para a troca com pessoas de outros lugares e faculdades. Estamos vivendo dias de partilha, de unidade e de uma Igreja que se mostra aberta ao diálogo”, afirmou.
Entre os conferencistas convidados está a professora de História da Universidade Regional do Cariri, Jaquelini de Souza, que abordou a influência do Concílio de Niceia, que neste ano completa 1.700 anos, na tradição luterana. Enquanto luterana, ela reforçou o caráter ecumênico da sua participação.

“Conhecer a história da Igreja é fundamental não apenas para compreender o passado, mas também para refletir sobre os desafios do presente. Minha presença aqui como luterana mostra que temos uma herança comum. A história da Igreja até a excomunhão de Lutero também é a nossa história, porque a Igreja nasce no Pentecostes. Por isso, fico muito feliz em contribuir com a formação dos futuros sacerdotes aqui do Piauí”, destacou.
Para os seminaristas, a experiência também representa um momento de amadurecimento vocacional. O estudante do 2º ano de Teologia, Dante Carvalho, avaliou o simpósio como uma oportunidade de fortalecer a fé e olhar para os desafios contemporâneos com esperança.
“Está sendo uma experiência de redescoberta da beleza da nossa Igreja e uma motivação para aprofundar as raízes do ser cristão. Esse momento me chama a amadurecer a fé com prudência, paciência e maturidade, entendendo que cada realidade histórica nos ensina para construir novas perspectivas de como agir e trabalhar com o povo de hoje”, afirmou.

O seminário tem se mostrado um espaço de formação, diálogo e construção coletiva, reforçando o compromisso da Igreja com a reflexão e a vivência da fé no mundo atual.



