A mãe de todas as vigílias foi marcada por uma celebração de profunda alegria pela vitória do Cristo Ressuscitado sobre o pecado e a morte. Na noite deste Sábado Santo (03), o arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, presidiu a solene Vigília Pascal na Catedral de Nossa Senhora das Dores contando com a participação limitada dos fiéis, por conta da situação de pandemia da Covid-19.
Com as luzes da igreja ainda apagadas, a celebração começou com a benção do fogo novo e a preparação do Círio Pascal, momento que foi realizado no adro da Catedral. Em seguida, o arcebispo, os ministros ordenados e os seminaristas entraram em procissão na igreja, seguidos pelos fiéis que puderam acender as suas respectivas velas no Círio Pascal, símbolo do Senhor Ressuscitado e luz do mundo.




No altar, seguindo os ritos da vigília, o arcebispo proclamou o Precônio Pascal, que é o anúncio da ressurreição para toda a Igreja e ao final os fiéis apagaram as velas. Passado esse momento, deu-se início a liturgia da palavra. A Igreja propõe nove leituras para esta noite, que conduzem os fiéis por um percurso pela história da Salvação: indo desde a criação do mundo até a redenção da humanidade em Cristo. Este ano, por conta da situação de pandemia e obedecendo ao decreto estadual, que regulamenta a duração das celebrações, o número de leituras foi reduzido a apenas quatro, acompanhadas por seus respectivos salmos.
Durante a homilia, Dom Jacinto Brito reforçou o verdadeiro significado da Páscoa. “Esta é a noite do novo nascimento, é a noite do renascer para a vida nova! Se morrestes com Cristo, também com Ele ressuscitareis. Vós entrastes nas águas do batismo como mortos e tal como Jesus entrou, na sepultura, morto e saiu vivo, vós entrastes nas águas do batismo mortos pelos vossos pecados e saístes vivos para Deus”, ressalta o arcebispo.


E ainda parafraseando um trecho da homilia do Papa Francisco para a Vigília Pascal, Dom Jacinto pontua que Páscoa também significa esperança. “É possível recomeçar sempre! O ressuscitado nunca cessa de nos surpreender”, destaca.

Na celebração, após a oração da Ladainha de Todos os Santos os fiéis puderam renovar as promessas batismais e em seguida houve a aspersão da água, como um sinal de pertencimento a Cristo pelo batismo.