Na tarde deste domingo (28), durante Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Juarez Marques, na Catedral Nossa Senhora das Dores, foi encerrado oficialmente, na Arquidiocese de Teresina, o Ano Jubilar da Esperança. A celebração reuniu integrantes do clero arquidiocesano e a comunidade de fé em um profundo momento de espiritualidade, marcado pelo tema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5).
Vivenciado de forma intensa e especial ao longo de 2025, o Ano Jubilar foi um tempo de graça para a Igreja, fortalecendo a comunhão, a esperança e o compromisso evangelizador em toda a Arquidiocese. Ao longo deste Ano Santo, diversos momentos significativos marcaram a caminhada eclesial, como o Jubileu do Clero, o Jubileu da Juventude, o Jubileu dos Encarcerados e o Jubileu dos Pobres, além do Simpósio Cristológico, que contribuiu para iluminar e fortalecer a vivência da fé nas comunidades.

Durante a celebração, Dom Juarez destacou o significado espiritual do Jubileu para a Igreja. “O Jubileu foi um momento de graça para a Igreja universal, um tempo de bênçãos marcado pela temática da esperança, proposta pelo Papa Francisco. Ele nos recordou que a pessoa humana foi criada por Deus não para a morte, mas para a vida”, afirmou.
O arcebispo ressaltou ainda que o Jubileu reforçou a centralidade de Jesus Cristo como fonte da verdadeira esperança. “O Jubileu nos trouxe a memória viva de que a esperança não decepciona, e essa esperança é nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a sua vida na cruz pela nossa salvação e nos prometeu a vida eterna. Foi o Jubileu convocado pelo Papa Francisco e continuado pelo Papa Leão, fortalecendo nossa comunhão eclesial, expressa em tantos eventos, reflexões e jubileus celebrados, sempre com atenção especial aos pobres, porque o Jubileu só é verdadeiro quando é boa notícia para eles”, completou.
À frente da Comissão do Jubileu, o coordenador de pastoral da Arquidiocese de Teresina, padre Edvaldo Barbosa, destacou os frutos deixados por esse tempo de graça. “Espiritualmente, o Jubileu representa o renovar da nossa esperança. Saímos desse tempo com a certeza de que continuaremos como peregrinos de esperança até estarmos diante do Senhor, nosso Salvador”, disse.
Segundo o sacerdote, a principal herança jubilar foi o fortalecimento da comunhão. “O Jubileu deixa um fruto muito importante, que é a comunhão e a participação. Vivenciamos muitos momentos celebrativos e, com isso, fortalecemos a unidade da nossa Igreja arquidiocesana, com ministros ordenados e com o povo de Deus, leigos e leigas envolvidos nessa caminhada”, pontuou.
A coordenadora arquidiocesana de Catequese, Dorinha Souza, que também integrou a Comissão do Jubileu, ressaltou o impacto do Jubileu na vivência da fé. “O impacto começa pelo próprio tema que nos chama a atenção para a esperança que não decepciona. Foi um reativamento da nossa fé, voltada para essa esperança que é o próprio Cristo”, enfatizou.

Como sinal concreto dessa vivência jubilar, cada unidade pastoral da Arquidiocese recebeu um ícone para acompanhar o povo de Deus ao longo do Ano Jubilar. O símbolo traz a Cruz unida à âncora, recordando a esperança cristã, conforme ensinou o Papa Francisco.

Ao final da celebração, Dom Juarez segurou a cruz que simbolizou o Ano Jubilar e convidou membros da Comissão do Jubileu a se aproximarem do altar, em um gesto que marcou o envio e a continuidade da missão. Para Dorinha, o encerramento é, na verdade, um novo começo. “As portas não se fecham; as portas da esperança se abrem. Esse momento nos impulsiona a continuar vivendo o Jubileu no dia a dia”, concluiu.
A Arquidiocese de Teresina convida os fiéis a seguirem firmes na vivência da esperança, para que ela continue a sustentar a missão da Igreja e a conduzir cada comunidade no anúncio do amor que salva.




